Em dois anos, Geddel recebeu R$ 11,4 milhões em propina, diz revista

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A delação de Lúcio Bolonha Funaro tem ingredientes para sacudir a estrutura do Palácio do Planalto. Cunha narrava as tratativas e as divisões (de propina) com Temer”, declarou.

Preso desde julho do ano passado na Operação Sépsis, o doleiro Lúcio Funaro, ligado ao ex-deputado Eduardo Cunha afirmou durante delação premiada que o vice-prefeito de João Pessoa, que está na interinidade do cargo, Manoel Júnior (PMDB), teria recebido R$ 150 mil em propina.

A delação de Funaro era das mais aguardadas devido ao papel central do doleiro como operador do PMDB, encarregado de fazer a ligação entre empresários e políticos em esquema de corrupção.

Funaro disse que "Temer participava do esquema de arrecadações de valores ilícitos dentro do PMDB".

O segundo pagamento irregular a Temer, que teria sido feito em 2014, foi fruto de um acerto com a JBS.

Muito próximo do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Funaro teria afirmado que o presidente da República "sempre soube" dos esquemas operados pelo parlamentar.

Conforme a reportagem de Robson Bonin, o doleiro disse ainda que intermediou um pagamento de R$ 5 milhões de Henrique Constantino, do Grupo Constantino, à campanha do então deputado Gabriel Chalita à prefeitura de São Paulo, em 2012.

A posição do procurador-Geral estava pronta e seguiria, ainda nesta sexta-feira, ao ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal (STF).

A Procuradoria-Geral da República (PGR) aguardava a homologação para utilizar as informações na nova acusação contra o presidente da República, que está sendo preparada e deve ser apresentada nos próximos dias. Todos foram chamados esclarecer o áudio entregue à Procuradoria na semana passada.

Essa nova gravação, de 17 de março e com cerca de quatro horas de duração, serviu como pretexto para Janot anunciar a abertura de investigação para apurar omissão de informações.

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