Produção nacional registra crescimento de 45,7% em agosto

Foram emplacadas 216,5 mil unidades de veículos no último mês melhor resultado desde dezembro de 2015

A produção cresceu 25,5% no acumulado do ano, para 1,75 milhão de veículos, e em agosto somou 260,2 mil unidades, avanço de 45,7% na comparação com agosto do ano passado e de 15,4% em relação a julho.

São Paulo, 6/9 - As vendas internas de máquinas agrícolas e rodoviárias no atacado atingiram 4 mil unidades em agosto, queda de 11,4% na comparação com igual mês do ano passado, mas crescimento de 3% ante julho, divulgou nesta quarta-feira, 6, a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). Em agosto, 66.582 veículos foram exportados, alta de 61,7% em comparação com o mesmo mês do ano passado.

Também foi o melhor resultado mensal de 2017, superando maio (250,9 mil unidades).

Os dados mostram, ainda, que o desempenho do setor tem sido fortemente influenciado pelas exportações, que aumentaram 56% no acumulado do ano até agosto.

"Ainda temos dados expressivos de desemprego no país, mas os números que estamos apresentando mostram melhora no cenário".

Nos licenciamentos, a expectativa também mudou passando do 2,13 milhões de unidades para 2,2 milhões, avanço de 7,3%.

Os fabricantes produziram 5,1 mil máquinas em agosto, abaixo em 10% sobre as 5,6 mil em julho e em 14,7% diante das 5,9 mil de agosto do ano passado.

Agosto, porém, não foi o melhor mês para exportações em 2017.

Entre janeiro e agosto, a indústria automobilística brasileira apresentou crescimento de 25,5 por cento.

Ainda segundo o levantamento da Anfavea, as exportações de máquinas agrícolas também cresceu. Dos 1,75 milhões de veículos montados por aqui no ano, 29% teve como destino o mercado externo.

O aumento do nível de empregos foi considerado o resultado mais importante do mês pelo presidente da Anfavea, Antônio Megale.

Em agosto, a produção teve alta de 15,4% ante julho. Para as exportações, as estimativas são enviar a outros mercados 745 mil veículos, um crescimento de 43,4% sobre 2016, contra 705 mil unidades da projeção anterior, que representaria avanço de 35,6%. Apesar do porcentual pequeno, Megale destacou que o número de trabalhadores em algum tipo de programa de proteção ao emprego foi reduzido de 12.198 para 6.320, indicador ainda mais positivo.

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