Itaú vê Selic a 8,25% e calibragem do ciclo — Cockpit do Copom

Mercado prevê que Copom defina Selic em 8,25%

A taxa básica de juros foi cortada de 9,25$% ao ano para 8,25% pelo Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) nesta noite de quarta-feira, 6. Em novembro, houve mais um corte de 0,25 ponto percentual, seguido por reduções de 0,75 ponto percentual em janeiro e em fevereiro. Dois projetavam corte menor, de 0,75 ponto percentual (para 8,5%). Para o mercado financeiro, a Selic continuará a ser reduzida e encerrará 2017 em 7,25% ao ano.

O Bradesco vai repassar o corte de 1 ponto porcentual da taxa Selic para as suas principais linhas de crédito de pessoa física e pessoa jurídica. A previsão do mercado para a inflação oficial, o IPCA, é de 3,38% neste ano e 4,18%, em 2018. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é de que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo. Assim, apostam os analistas, a Selic deve acabar este ano, no mínimo, abaixo dos 8% ao ano.

Usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic), a taxa serve como referência para as demais taxas de juros da economia.

"Se não tivesse mexido na regra da poupança, você ia ver a poupança ganhando [dos fundos de renda fixa] em todas as situações e o governo teria dificuldade de financiar a dívida pública". Vale lembrar, contudo, que para os depósitos feitos até 3 de maio de 2012, nada muda. "A decisão de reduzir a Selic a 8,25% ao ano seria consistente com uma avaliação das condições econômicas estáveis e estimativas inalteradas quanto à extensão do ciclo desde a reunião de julho", avalia o Departamento de Pesquisa Macroeconômica do Itaú Unibanco chefiado pelo economista, ex-diretor de Política Econômica do Banco Central, Mario Mesquita. Para esses depósitos, o rendimento continua sendo de 6,17% ao ano mais TR. "Apenas nos casos em que a taxa de administração for inferior a 1%, os fundos serão mais atrativos", calcula Oliveira.

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