População de Arujá cresceu cerca de 15,39%, segundo IBGE

Indústria inicia o segundo semestre com alta de 0,8% em julho

A produção industrial do Brasil subiu 0,8% em julho em relação a junho, de acordo com dados oficiais divulgados nesta terça-feira, que sustentam a tendência de crescimento da maior economia latino-americana depois de uma recessão de dois anos.

Na comparação com julho de 2016, a indústria brasileira cresceu 2,5%, após também registar taxas positivas em maio (4,1%) e em junho (0,5%). Com o crescimento, a indústria está retomando a capacidade de produção e a carga horária dos funcionários.

O resultado mensal de junho foi revisado para cima para mostrar alta de 0,2 por cento, contra estagnação divulgada anteriormente.

Na série com ajuste sazonal, a evolução do índice de média móvel trimestral para o total da indústria avançou 0,7% no trimestre encerrado em julho deste ano frente ao nível do mês anterior, mantendo a trajetória de ascensão iniciada em abril. É o trigésimo oitavo mês seguido de números no vermelho.

A estimativa média de 24 analistas consultados pelo jornal Valor Econômico era de um crescimento de 0,4%. Outro efeito surpreendente, uma vez que o mercado esperava por uma mediana de 1,80%. É o terceiro mês seguido de crescimento do setor, acumulando ganho de 8,7% nesse período. No acumulado em 12 meses, a taxa ficou positiva em 2,8%.

Em comparação a julho do ano passado, entre as nove atividades que apontaram recuo na produção, as principais influências vieram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis, com baixa de 3,6%, metalurgia, com queda de 3,8%, outros equipamentos de transporte, com retração de 14,1%, máquinas, aparelhos e materiais elétricos, com decréscimo de 7% e produtos de minerais não metálicos, com menos 3,5%.

"A melhora da indústria é puxada por bens duráveis como eletrodomésticos e linha marrom".

Na comparação mensal, entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo duráveis, mostrou a expansão mais acentuada, ao crescer 2,7% em julho, o que eliminou parte do recuo de 5,6% de junho.

No ano, o avanço de 2,5% representa o terceiro resultado positivo consecutivo, fator que não era observado desde novembro de 2013, com bens de capital, avançando 8,7% e bens de consumo semi ou não duráveis (4,2%).

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