Venezuela pede ao Papa ajuda contra 'ameaça militar' dos EUA

Mais de 900 mil participam em exercícios de soberania e defesa da Venezuela

Nesta quarta-feira (23), o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, pediu ao papa Francisco ajuda para evitar a realização do alerta do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para intervir militarmente na Venezuela, bem como um diálogo com a oposição.

Na mesma coletiva de imprensa, Maduro anunciou a expedição de um mandado de captura internacional contra a ex-procuradora-geral Luisa Ortega Díaz, dissidente chavista que fugiu para a Colômbia acusando o governo de perseguição.

Em outubro do ano passado, Maduro assegurou que o presidente russo, Vladimir Putin, lhe ofereceu seu apoio para vencer as "máfias padeiras" que, segundo o governante venezuelano, operam em seu país, e que se selaria um acordo "para garantir todo o grão" que a nação caribenha necessita.

"E estudamos toda a parte da logística".

"Os melhores sistemas de armas chegaram da Rússia", disse o presidente, observando que ambos os países "construíram uma fortaleza para a defesa soberana da Venezuela".

"Estas medidas foram cuidadosamente calibradas para negar à ditadura de Maduro uma fonte crítica de financiamento para manter o seu regime ilegítimo, proteger o sistema financeiro dos Estados Unidos de cumplicidade com a corrupção na Venezuela e o empobrecimento do povo venezuelano", argumenta a Casa Branca, em comunicado.

Em seu perfil no Twitter, Pence afirmou que os EUA "não ficarão de braços cruzados enquanto a Venezuela entra em colapso" e que os venezuelanos têm "o direito fundamental" à liberdade.

Por fim, Maduro antecipou que fará uma nova visita à Rússia "para continuar fortalecendo nossos acordos de cooperação militar", sem dar maiores detalhes sobre a viagem.

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