Portugal já pagou 63% da dívida do FMI

Francisco Seco

Saldo da dívida directa do Estado diminui em Julho para os 244,209 mil milhões de eurosO saldo da dívida directa do Estado no final de Julho fixou-se em 244,209 mil milhões de euros, diminuindo 0,2% face ao mês anterior, de acordo com dados divulgados pela Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública (IGCP) "Esta redução no stock ficou a dever-se, essencialmente, ao reembolso antecipado do empréstimo FMI" no montante equivalente a 1,763 mil milhões de euros, refere.

O valor foi revelado esta segunda-feira pelo Instituto de Gestão do Crédito Público, que explica que esta amortização só estava prevista para março e abril de 2020, mas foi antecipada. Atualmente, um euro vale 1,19 SDR.

Ao fundo da zona euro (que hoje se chama Mecanismo de Estabilidade Europeu ou ESM na sigla em inglês, mas que na altura do resgate era FEEF), o país ainda deve 27,3 mil milhões de euros.

O semanário acrescenta ainda que numa apresentação de investidores internacionais, realizado no início de Julho, a IGCP previa reembolsar o FMI em 5,3 milhões de euros, este ano.

O IGCP destaca também o aumento de outros instrumentos não transacionáveis em euros em resultado do empréstimo, no montante de 2,300 mil milhões de euros, concedido pelo Banco Santander Totta, (com maturidade a 15 anos e uma taxa de juro de 3,187%). O custo desse financiamento é inferior ao do FMI que, no final de Julho, para uma maturidade residual de 3,9 anos tinha um custo de 4,3%. Além de Portugal, foram resgatados Grécia e Irlanda.

Nos primeiros sete meses do ano, o Estado já pagou quase 5,5 mil milhões de euros (mais 200 milhões do que no mesmo período de 2016) e a dívida pública ultrapassou os 132% do PIB.

Portanto, tudo somado, a chamada dívida oficial (aos credores da troika, no âmbito do Programa de Assistência Económica e Financeira) ascende ainda a cerca de 62 mil milhões de euros. Para 2018 está programado um pagamento de 600 milhões de euros a um dos mecanismos europeus.

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