Trump declara que as armas estão "carregadas" para atacar Coreia do Norte

Ameaça nuclear da Coreia do Norte levanta dúvidas

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, reforçou mais uma vez sua retórica beligerante contra a Coreia do Norte nesta sexta-feira (11), e afirmou que as opções militares estão "travadas e carregadas", usando termos militares em sua escalada verbal contra o regime de Pyongyang.

Desde que chegou à Casa Branca, a estratégia de Trump para travar o programa nuclear da Coreia do Norte tem sido pressionar a China para usar a sua influência, sobretudo económica, sobre Pyongyang e a aplicação das sanções aprovadas por unanimidade pelo Conselho de Segurança da ONU foram encaradas nesse sentido.

"Guam é tão seguro quanto Tóquio, Seul ou Taipé", disse o representante, ao lembrar que em 2013 Guam já sofreu ameaças do regime norte-coreano. "Estas são duas coisas diferentes", disse, falando aos repórteres em teleconferência. O presidente chinês falou ao telefone com Donald Trump.

"A comunidade internacional trabalha lado a lado para garantir que a Coreia do Norte ponha fim a suas operações agressivas", assegurou, acrescentando que "trabalhamos com os Estados Unidos e com nossos sócios na região para encontrar uma saída diplomática para a crise". Trump avisou o líder norte-coreano de que "se arrependeria verdadeiramente" caso viesse a agredir território ou aliados dos EUA.

Oito anos depois do fim da Guerra da Coreia (1950-1953), Pequim e Pyongyang acordaram "um tratado de amizade, cooperação e assistência mútua", mas especialistas se questionam como esse pacto seria aplicado em caso de conflito. Segundo reportagem do jornal "Washington Post" publicada na última semana citando fontes na Defesa americana, Pyongyang já conseguiu criar uma ogiva nuclear pequena o suficiente para caber em um de seus mísseis, o que, para o Departamento de Estado, é "alarmante". O que não veio a suceder.

"O isolamento da Coreia do Norte não deteve a sua busca por armas nucleares e o presidente Trump também não está ajudando a resolver a situação com suas declarações bombásticas", destacou.

"Os comentários (nos EUA) de que é preciso realizar um ataque preventivo à Coreia do Norte e as afirmações de Pyongyang que é preciso atacar a ilha de Guam não param e isso algo é que nos preocupa muito", apontou o chefe da diplomacia russa. E soube-se na sexta-feira que a administração Trump tinha reaberto um canal de comunicação nas Nações Unidas entre os diplomatas americanos e norte-coreanos.

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