Temer participa da abertura da colheita de algodão no Mato Grosso

Luiz Binotti

"O presidente Michel Temer é um homem sério, digno e tem visão de futuro, tenho certeza que fará as reformas certas ao Brasil".

A planta é fruto de uma parceria entre a Fiagril e a americana Summit Agricultural Group, contando com recursos na ordem de R$ 450 milhões do Brasil e do exterior.

Mais à frente do discurso, Taques também disse que o Estado prefere trabalhar a reclamar em tempos de crise. Ao falar das reformas que o seu governo tem implantado "para recolocar o país nos trilhos", disse que está sendo mais que corajoso. Segundo ele, quando Temer assumiu a presidência o Brasil estava em "queda livre", mas agora já demonstra os sinais de melhora. Ressaltou que o estado exportou 16 bilhões de dólares em 2015 e contribuiu para o superavit da balança comercial.

"Quero parabenizá-lo por estar fazendo as reformas que o Brasil precisa. Precisamos resolver a questão indígena", discursou Taques.

O caminhoneiro Gilson Baitaca, um dos líderes do movimento de transportadores de grãos do Mato Grosso, fez críticas à visita do presidente.

Já o presidente Michel Temer destacou o trabalho econômico do governo para colocar a inflação dentro da meta e também a diminuição dos juros.

- Ao contrário: tratamos o empresário como alguém que auxilia o governo. Já o presidente da República disse acreditar que novas usinas de etanol de milho devem se instalar pelo país e que a produção desse tipo de etanol atende ao acordo de Paris assinado pelo Brasil, uma vez que é uma energia limpa e renovável. Temer participou na manhã desta sexta-feira (11) da inauguração da primeira usina de etanol de milho, em Lucas do Rio Verde.

Durante a inauguração, o governador afirmou que Mato Grosso pode absorver mais 29 plantas como a inaugurada hoje. Também acompanharam os vice-governadores Carlos Brandão (Maranhão) e Papeleu Paes (Amapá). A presença de Temer aqui mostra que estamos no caminho certo de fazer milho virar etanol.

A previsão de colheita de milho é de 97,1 milhões de toneladas no Brasil. No entanto, ainda não faz por conta do baixo preço pago pela produção.

As manifestações na região produtora de soja, milho e algodão começaram no dia 1º de agosto e se intensificaram nesta sexta. O restante é vendida para outros estados e até para fora do país. "Lucas do Rio Verde é o município que eu e os mato-grossenses gostaríamos de ter como exemplo e transformar todas as outras cidades igual a essa porque aqui as coisas funcionam". "A união de esforço do setor privado e setor público é fundamental", disse.

O Ministério da Agricultura anunciou em abril aportes de 800 milhões de reais para sustentar os preços do milho, principalmente de Mato Grosso, em programas que estão em desenvolvimento, como os leilões de prêmio.

"Pra não ficar só no algodão, apostamos em tecnologia para olhar problemas do agricultor", prosseguiu Maggi.

Após ouvir o governador, Temer limitou-se a dizer que está consciente das reivindicações dos produtores.

Notícias relacionadas: