"Sanções da ONU à Coreia do Norte terão 'impacto muito grande'" — Trump

MOHD RASFAN

O presidente Donald Trump disse nesta terça (8) que os EUA vão responder com "fogo e fúria" se a Coreia do Norte fizer mais ameaças ao país.

Esta nova resolução tem por objetivo obrigar Pyongyang a negociar, após o seu primeiro disparo de um míssil intercontinental, a 04 de julho, considerado pelas grandes potências como uma ameaça para a segurança mundial.

Até à data, o regime de Pyonyang testou vários engenhos nucleares e conseguiu realizar dois lançamentos de mísseis balísticos intercontinentais, capazes de atingir o território norte-americano.

O Conselho de Segurança também reiterou sua preocupação com as penúrias "às quais é submetido o povo" norte-coreano e condenou o país por "fabricar armas nucleares e mísseis balísticos em vez de zelar pelo conforto" dos seus cidadãos. Todos reiteraram o respetivo apoio às recentes sanções aprovadas no seio do Conselho de Segurança.

"A resolução das Nações Unidas é o maior pacote único de sanções adotadas contra a Coreia do Norte".

A votação, que deve privar o regime de Pyongyang de 1 bilhão de dólares ao ano em exportações de carvão, peixe e marisco, está prevista para às 15H00 local (16H00 Brasília).

O projeto também proíbe Pyongyang de enviar trabalhadores ao estrangeiro e qualquer nova associação de empresas e investidores nas atuais companhias binacionais.

Segundo Tillerson, a retórica da Coreia do Norte está a tornar-se mais forte e mais ameaçadora em consequência da renovada pressão internacional e Trump falou como falou porque o líder norte-coreano "não parece compreender a linguagem diplomática".

Entre as novas medidas vinculadas ao setor financeiro, o Banco de Comércio Exterior da Coreia do Norte, encarregado das operações em divisas estrangeiras, foi incluído em uma lista negra de entidades cujos ativos foram congelados desde a primeira série de sanções.

De acordo com o G1, a declaração foi publicada no jornal oficial norte-coreano "Rodong Sinmun".

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