No semestre, resultado do Caged é o melhor desde 2014, diz ministro

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No acumulado do ano, o saldo alcançou 67.358 vagas de emprego abertas.

"Tivemos em junho o quarto mês de geração de empregos em 2017".

"Gostaríamos de estar comemorando números melhores do que esses". O setor da indústria de transformação fechou 7.887 postos de trabalho no mês de passado. Apesar disso, nos últimos doze meses até junho o saldo para o mercado de trabalho ainda é negativo, com a demissão de 749.060 trabalhadores com carteira assinada. Foram abertos 9.821 postos de trabalho, em todo o país - uma variação de +0,03% em relação ao estoque do mês anterior.

"Os setores que ficaram negativos no Caged foram influenciados por fatores regionais".

"Não é possível que a construção civil se perpetue todos os meses apresentando números negativos".

O ministro reconheceu que existe uma queda de emprego na indústria em setores mais dinâmicos, como os do Sudeste e do Sul, mas lembrou que em outras regiões não houve baixas no setor "Quedas na indústria e serviços estão mais concentradas no Sul e Sudeste".

"No segundo semestre, tem baixa da agricultura nos meses de julho e agosto e começa outro ciclo agrícola no Nordeste, pautado na cana-de-açúcar e algumas culturas frutíferas". De acordo com os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta segunda-feira 17 pelo Ministério do Trabalho, o Brasil criou 9.821 vagas formais em junho deste ano, a primeira vez, desde 2014, que houve criação de postos formais no mês de junho.

Na avaliação do ministro, o setor da construção civil deve apresentar resultados positivos neste semestre, o que poderá ajudar a fechar o ano com um saldo líquido positivo de empregos formais. Já cidades de pequeno e médio porte se destacam no saldo positivo, em especial Aquiraz (com 155 novas vagas em junho) e São Gonçalo do Amarante (117). "Acreditamos em recuperação de alguns setores, como a construção civil", disse Nogueira. O governo está cumprindo seu papel no sentido de dar sinais para o mercado, com a aprovação de reformas.

Segundo o coordenador-geral de estatísticas do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães, o maior poder de oferta salarial das empresas é sinal de que a procura está acelerando e o empresariado está pagando mais. Segundo ele, a forma de inserção das informações no Caged está em estudo, mas uma definição deve ocorrer em até 90 dias. "2015 e 2016 são anos específicos da crise", completa. No segundo semestre, o ímpeto diminui. Na prática, a expectativa é de geração de vagas no setor no segundo semestre, mas com números mais contidos.

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