Eike diz desconhecer interferência de Cunha na liberação de recursos da Caixa

Eike Batista presta depoimento como testemunha de Lúcio Funaro

A Justiça Federal em Brasília retoma nesta segunda-feira (17) os depoimentos no âmbito da operação Sépsis, que investiga supostas fraudes em Fundos de Investimentos do FGTS, administrado pela Caixa Econômica Federal.

De acordo com informações publicadas pelo jornal "Folha de S.Paulo", Eike Batista negou que tivesse relações com o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e com o doleiro Lúcio Funaro.

Funaro é acusado de ser o operador de Cunha, que está preso pela Operação Lava Jato em Curitiba.

O depoimento do empresário foi ouvido na condição de testemunha do doleiro.

Nesta ação penal, o ex-deputado Eduardo Cunha, o operador Lúcio Funaro, o ex-ministro Henrique Alves, que estão presos, são réus junto com o empresário Alexandre Margotto e o ex-vice-presidente da Caixa Fábio Cleto. Os investigadores afirmam que ele manipularia não somente os financiamentos, mas também o FI-FGTS. Por videoconferência no Rio de Janeiro, o empresário Eike Batista - que cumpre prisão domiciliar - chegou por volta das 14h30 à Justiça Federal fluminense, acompanhado do advogado Fernando Martins.

A defesa do deputado cassado também encaminhou um questionário ao presidente Michel Temer (PMDB), que foi arrolado como testemunha de Cunha. Ele argumentou que era presidente do conselho de administração de seu grupo empresarial e que esse tipo de assunto era tratado por executivos da companhia. Segundo o empresário, entretanto, o ex-presidente não recebeu propina pela defesa de seus interesses.

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