Coreia do Sul quer diálogo com governo norte-coreano

Parada militar em Pyongyang

Novo governo sul-coreano sugere realização de primeiras conversações militares entre os dois países em quase três anos.

O novo presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, chegou ao poder com promessas de aproximação à Coreia do Norte e essa posição foi posta em prática esta segunda-feira.

O vice-ministro da Defesa Su Choo-suk anunciou a disponibilidade de Seul para se sentar à mesa com representantes do regime de Kim Jong-un, já na próxima sexta-feira, para dialogar sobre "todas as atividades hostis" que fazem tremer os dois vizinhos. Seu governo, porém, não apresentou uma agenda para a reunião.

Com as conversas, a Coreia do Sul pretende diminuir a eminênia de um ataque norte-coreano.

A Cruz Vermelha propôs, pelo seu lado, um encontro entre as famílias coreanas separadas desde a guerra de 1950-1953.

Se a reunião acontecer, seria o primeiro diálogo intercoreano desde dezembro de 2015.

O conflito terminou com um armistício, em vez de um tratado de paz, e as duas Coreias continuam tecnicamente em guerra, mantendo-se a interdição das comunicações transfronteiriças, cartas ou mesmo telefonemas entre os dois lados. Seul ainda aguarda a resposta de Pyongyang sobre a realização do encontro.

Notícias relacionadas: