Vídeo: "Estado falhou e há pessoas que se suicidaram", diz Passos

Passos pede desculpa por ter usado dado que não estava confirmado

Passos Coelho, líder nacional do PSD, acabou igualmente por pedir desculpas aos portugueses por ter denunciado uma situação sem primeiro ter confirmado a sua veracidade junto das autoridades competentes. Tenho conhecimento de vítimas indiretas deste processo, pessoas que puseram termo à vida, que em desespero se suicidaram e que não receberam o apoio psicológico que deviam. "Não há confirmação?", questionou.

O provedor da Santa Casa da Misericórdia de Pedrógão Grande assumiu que foi ele que induziu Passos Coelho em erro.

Em declarações à RTP, o autarca de Pedrógão, Valdemar Alves, negou qualquer registo de suicídios.

O presidente da Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) disse afirmou que não há, até hoje, "nenhum caso de suicídio com ligação" direta à zona afetada pelo incêndio que começou em Pedrógão Grande.

"Não há, até hoje, nenhum caso de suicídio com ligação a essa zona", disse à agência Lusa o presidente da ARSC, José Tereso, reagindo às declarações do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, que criticou a atuação do Estado no combate ao incêndio que provocou a morte a 64 pessoas.

O ex-primeiro-ministro, no entanto, não se livrou de críticas contundentes do Partido Socialista.

"Temos de falar com muita seriedade, porque estamos a falar da maior tragédia humana que o país alguma vez viveu". Mas o presidente do PSD não se coibiu de a transmitir aos jornalistas, dizendo ter-lhe sido prestada por "pessoas de família", aproveitando para atacar uma eventual "falta de apoio psicológico".

Cabe ao executivo "evitar que as famílias das vítimas tenham de demandar o Estado em tribunal" a fim de serem indemnizadas.

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