PM Theresa May e unionistas finalizam acordo de governo

A primeira-ministra britânica Theresa May e a líder do Partido Democrático Unionista da Irlanda do Norte Arlene Foster assinam o acordo que viabiliza o governo de May

A primeira-ministra conservadora britânica, Theresa May, recebeu nesta segunda-feira um balão de oxigênio ao assinar um acordo com o Partido Unionista Democrático (DUP) norte-irlandês, o que lhe permite recuperar a maioria absoluta na Câmara dos Comuns.

Após ser selado o acordo, Foster revelou que o apoio no Parlamento a um governo conservador em minoria renderá um investimento adicional na Irlanda do Norte de um bilhão de libras em dois anos.

O DUP é a principal força política na Irlanda do Norte, defensor da união com o Reino Unido e do 'Brexit', elegeu 10 deputados, os quais podem dar a maioria de que os conservadores precisam depois de terem reduzido a sua presença no Parlamento para 318 deputados nas eleições legislativas, menos oito do que precisariam para terem maioria absoluta. "Este acordo funcionará para dar um governo estável para o interesse nacional do Reino Unido neste momento vital", acrescentou.

"Saúdo este acordo que nos permitirá trabalhar juntos no interesse de todo o Reino Unido e nos dará a certeza que necessitamos ao iniciar nossa saída da União Europeia, disse May".

O DUP é o maior partido norte-irlandês.

Foster disse que este é um "bom acordo para o Reino Unido e bom para a Irlanda do Norte", ao mesmo tempo que elogiou o "espírito que reinou nas negociações".

Ideologicamente próximos (à direita), os partidos demoraram, ainda assim, mais de duas semanas a selar o pacto.

Tal dependerá, contudo, da formação de um Governo regional. A conservadora terá, agora, o apoio dos dez legisladores do DUP. Há mais seis partidos representados e um deputado independente, mas nem a fação protestante/unionista nem a católica/republicana é maioritária.

Do lado dos unionistas, disse Arlene Foster: "Estamos muito felizes por ter chegado a este acordo, que penso que funciona, obviamente, para a estabilidade nacional". Depois disso terá de haver novas eleições (as terceiras desde maio de 2016) ou suspensão da autonomia, ambos desfechos que todas as partes querem evitar.

A aliança atrai muitas críticas, especialmente em razão do conservadorismo social da formação norte-irlandesa, ferozmente oposta ao casamento gay e ao aborto.

No entanto, a posição de Theresa May permanece com uma sombra de insegurança, com relatos e especulação de que pode enfrentar um desafio de liderança dentro do seu partido. A primeira-ministra garante, contudo, que se mantém fiel aos "compromissos estipulados nos Acordos de Belfast".

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