Ministro da Justiça nega troca no comando da Polícia Federal

Casa Civil e GSI tratam de substituição de diretor da PF

O ministro da Justiça Torquato Jardim considerou que pretendem realizar duas mudanças na Polícia Federal: trocar o diretor-geral e colocar em outro órgão os funcionários que cuidam de funções que não têm relação com a atividade policial, como emissão de passaporte e controle de estrangeiros.

Uma reportagem do jornal "Folha de S.Paulo" publicada neste sábado mostrou que o ministro disse, em reunião fechada com sindicalistas, que iria trocar o comando da polícia.

Sérgio Etchgoyen nega que tenha feito indicações para substituir o diretor da Polícia Federal.

Torquato saiu da sala sem responder as perguntas de jornalistas e deixou o diretor da PF na mesa. Mas não disse que Daiello permaneceria nem que sairia. "Não constrói afabilidade. Em nada ajuda a boa condução dos interesses públicos", completou. "Daiello e eu temos trabalhado, desde que aqui cheguei, com a mais absoluta harmonia e camaradagem, ambos igualmente comprometidos com a instituição Polícia Federal", afirmou o ministro. "Estamos comprometidos com a instituição", disse Torquato Jardim, em breve pronunciamento convocado às pressas neste sábado na sede do Ministério em Brasília. Ele, no entanto, falou durante dois minutos e se negou a responder perguntas. Indagado se permanecerá, o delegado não respondeu.

Logo após a fala do ministro, a TV Globo voltou a procurar a assessora do ministério da justiça, Katia Cubel. Por mensagem, a assessora garantiu que o ministro quis dizer que é certa a permanência de Leandro Daiello à frente da Polícia Federal.

"Informo que a notícia veiculada pela jornalista A.Sadi está correta".

Daiello, por sua vez, disse ter apresentado ao comando do ministro da Justiça, ao qual está subordinado, a estrutura da corporação e as principais necessidades prioritárias, logo ao início da gestão de Torquato Jardim, há pouco mais de três semanas. "Estamos à disposição", escreveu a assessoria do ministério em mensagem enviada à TV Globo.

Nos últimos seis anos, na gestão de Daiello, a Polícia Federal abriu investigações envolvendo integrantes do PT, no governo Dilma Rousseff, e de membros do PMDB, na gestão de Temer. E também contra vários outros partidos. Este espaço visa promover um debate sobre o assunto tratado na matéria. Comentários com tons ofensivos, preconceituosos e que que firam a ética e a moral poderão ser denunciados, acarretando até mesmo na perda da conta. Leia os termos de uso e participe com responsabilidade.

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