Líder do partido socialista renuncia ao cargo após eleições — França

Presidente francês Emmanuel Macron durante coletiva de imprensa no Palácio do Eliseu em Paris

O presidente francês, Emmanuel Macron, deve ganhar uma maioria significativa no parlamento, depois das eleições deste domingo (18).

A preocupação de que as vozes da oposição possam ser silenciadas, e o pluralismo alegadamente diminuído, por uma enorme legislatura pró-Macron se refletiram em uma pesquisa publicada na quinta-feira, sugerindo que mais de metade dos entrevistados esperavam que a segunda rodada "corrigisse a primeira rodada com uma menor grande maioria do que o esperado".

"É por isso que é necessário, que no próximo domingo, todos os eleitores que valorizam o pluralismo democrático e a proteção social elejam deputados de esquerda: trata-se de impedir que uma lógica de desregulação liberal se imponha em detrimento dos assalariados e precários pelas mãos de uma maioria tão esmagadora que se torne cega às realidades do país", escrevia no Libération de 13 de junho o antiga ministra da Educação socialista e candidata às legislativas Najat Vallaud-Belkacem. "Com o seu voto, os franceses preferiram a esperança ao ódio, o otimismo ao pessimismo", considerou o chefe do Governo francês, de origem conservadora.

Philippe, que, como estabelece a tradição, esta segunda-feira apresentará a sua demissão para voltar a ser nomeado, afirmou que, graças ao impulso de Macron, a Assembleia Nacional francesa terá uma renovação inédita. Republicanos e socialistas devem conseguir, respectivamente, de 70 a 95 lugares e entre 20 a 35 assentos.

Após o fechamento das urnas, o secretário-geral do Partido Socialista francês, Jean-Christophe Cambadélis, anunciou sua renúncia. (LREM, na sigla em francês), do novo presidente, eleito em 7 de maio, deve conquistar entre 415 e 455 dos 577 lugares da Assembleia Nacional, juntamente com o seu aliado centrista do Movimento Democrático (MoDem), de François Bayrou, muito acima da maioria absoluta (289 deputados), segundo sondagens realizadas após o primeiro turno.

O partido de extrema direita Frente Nacional, de Marine Len, teria apenas de um a seis deputados, um número insuficiente para criar um grupo parlamentar.

"A esquerda tem de mudar, quer a forma quer o fundo, quer as suas ideias quer as suas organizações".

"Tomo esta decisão sem amargura ou raiva, consciente do meu dever e do momento crucial que a esquerda atravessa", disse. Macron deixou o governo socialista para antes da campanha presidencial. Tem todo o poder.

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