Incêndios: Vítimas mortais do incêndio em Pedrógão Grande sobe para 43

Incêndio mais mortífero em Portugal ainda não está controlado

O Conselho de Ministros aprovou hoje, domingo, um decreto que declara luto nacional durante três dias, entre hoje e terça-feira, pelas vítimas do incêndio que deflagrou no Município de Pedrogão Grande e afetou vários concelhos.

Um grande incêndio florestal deixou ao menos 62 mortos, muitos deles carbonizados no interior de seus veículos, e dezenas de feridos no centro de Portugal, onde neste domingo os bombeiros seguiam lutando contra as chamas.

O vice-presidente da Assembleia da República vai deslocar-se a Pedrógão Grande para apresentar pessoalmente as condolências num momento que considerou ser de "profunda unidade nacional", que afecta todo o país.

O balanço anterior era de 58 vítimas mortais. "Sempre que venho ter connosco infelizmente trago um número que tem aumentado: temos 62 mortos sendo que dois deles são vitimas de um acidente rodoviário na mesma via", afirmou Jorge Gomes, em declarações aos jornalistas no local.

Em Pedrógão Grande encontram-se já elementos da Polícia Judiciária e seis técnicos do Instituto de Medicina Legal. Outras 17 pessoas foram achadas fora dos carros, em áreas próximas à estrada, e dez mais na zona "rural".

"Durante o dia houve um total de 156 incêndios em todo o país", informou ainda António Costa. "Estamos a lutar, os nossos operacionais de excelência estão a lutar e vamos vencer esta luta", afirmou.

Em junho de 2006, no distrito da Guarda, cinco bombeiros chilenos morreram ao combaterem o fogo.

Há "localidades afetadas", mas ainda não foi possível determinar os danos causados pelo incêndio "porque não se consegue penetrar na floresta nem nos caminhos para as aldeias", acrescentou Jorge Gomes.

De acordo com a informação que recebeu da Proteção Civil, o primeiro-ministro advertiu que as trovoadas secas que ocorreram no sábado poderão repetir-se hoje. Os ventos descontrolados converteram um fogo ainda de baixas dimensões em "um incêndio literalmente impossível de qualquer forma de controle".

No ano passado, os incêndios na Madeira provocaram três mortos e destruíram 37 habitações, uma situação que levou o Governo a fazer um pedido de ajuda à União Europeia para o combate ao sinistro.

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