Atentado terrorista deixa 1 morto e 11 feridos em Bogotá

Explosão em shopping na Colômbia deixa três mortos e nove feridos

"Um atentado terrorista covarde no Centro Andino".

O atentado de ontem foi o segundo com gravidade ocorrido este ano na capital colombiana. Segundo o prefeito de Bogotá, Enrique Peñalosa, ela realizava trabalho social numa escola no sul da capital. Logo depois, a Clínica do Country confirmou as mortes de Ana María Gutiérrez, de 27 anos, e Lady Paola Jaimes Ovalle, de 31, "em consequência das lesões sofridas". As duas chegaram a ser levadas ao hospital, que fica nas imediações, mas não resistiram aos ferimentos.

Peñalosa atribuiu ao ELN - maior guerrilha ativa hoje na Colômbia - a responsabilidade pela explosão que deixou 26 feridos, perto da principal praça de touros de Bogotá, em fevereiro.

O shopping foi esvaziado às pressas e os quarteirões em volta foram interditados.

O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, usou o Twitter para prestar solidariedade às vítimas da tragédia ocorrida em Bogotá. "Não vamos descansar até capturar os responsáveis", declarou.

O embaixador francês Gautier Mignot disse que "aparentemente a jovem estava acompanhada por sua mãe".

O local é um dos mais badalados da cidade de Bogotá, já que é um dos pontos turisticos do país e o shopping atrai diversas pessoas do mundo inteiro, que aproveitam para fazer compras e curtir os demais atrativos. "A resposta a este tipo de ataque é a normalidade", afirmou. Ainda que as investigações estejam no começo, o mandatário garante que a explosão foi um ato terrorista. Neste domingo, o Ministério Público da Colômbia informou que um especialista em antiterrorismo assumiu as investigações.

O atentado ocorreu antes de a guerrilha das Farc iniciar, na próxima terça-feira, a terceira e última fase da entrega de armas prevista no acordo de paz assinado em novembro com o governo.

O chefe das Forcas Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), Rodrigo Londoño (conhecido como Timochenko), expressou, por sua vez, no Twitter, que o ataque "só pode vir de alguém que quer fechar os caminhos da paz e da reconciliação". Por sua vez, o ELN condenou o ataque e disse que "jamais faria ações com o objetivo de atingir a população civil".

Após a explosão, as autoridades ordenaram a evacuação do centro comercial e foram encerradas as ruas envolventes.

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