Número de mortos em incêndio de edifício em Londres sobe para 30

Vizinhos e moradores do bairro North Kensington acompanham o incêndio de grandes proporções em Londres

Pelo menos seis pessoas morreram no incêndio ocorrido nesta quarta-feira (14) em um bloco residencial de Londres, mas de acordo com a Scotland Yard é provável que esse número aumente.

Também nesta sexta a rainha Elizabeth e o príncipe William demonstraram solidariedade aos sobreviventes, voluntários e combatentes da tragédia.

O edifício possuía 24 andares e abrigava cerca de 400 a 500 moradores.

A rapidez com a qual as chamas se espalharam, transformando a torre em uma armadilha mortal para muitos dos seus ocupantes, traz agora muitas dúvidas sobre as condições da segurança do edifício. Seu irmão mais velho, que estava com ele, sobreviveu e está hospitalizado.

A investigação sobre a causa do incêndio provavelmente se concentrará sobre os painéis de revestimento fixados no exterior do edifício, que segundo as primeiras analises contribuíram para a propagação do fogo.

A primeira-ministra britânica, Theresa May, prometeu uma investigação e planeia hoje visitar o local da tragédia.

De acordo com o jornal The Guardian, há 70 desaparecidos.

O incêndio também provocou 78 feridos, dos quais 18 estão em estado crítico.

Em declaração à imprensa, Cotton não pôde dizer ainda o número exato de mortos em consequência do incêndio, de enormes dimensões, que começou à 0h15 (horário local, 21h15 de terça-feira em Brasília) na torre Grenfell, entre o bairro de Kensington e Notting Hill.

Ao mesmo tempo cresce a indignação com as autoridades por uma série de aparentes negligências.

Testemunhas relataram que crianças foram jogadas das janelas da Grenfell Tower e várias pessoas se atiraram do edifício, em uma tentativa desesperada de fugir das chamas. Até 600 pessoas viviam no Grenfell. A polícia britânica já anunciou que vai abrir um inquérito público para apurar as causas do incêndio, admitindo a possibilidade de ter havido, direta ou indiretamente, mão criminosa na origem do incêndio.

Vários moradores que escaparam com vida do fogo denunciaram que os alarmes de incêndio no interior do edifício não soaram. A empresa Rydon, encarregada da obra, assegurou que a reforma "respondeu a todas as exigências em questão de normas de incêndio, de segurança e de construção".

Alguns especialistas já indicaram que o revestimento fixado ao prédio durante a reforma do ano passado pode ter sido a responsável pela velocidade com que ele se propagou.

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