Ministério da Cultura confirma saída de interino da pasta

Temer destruiu o Ministério da Cultura

Ocupando o cargo há menos de um mês, em substituição a Roberto Freire, que se demitiu após denúncias de corrupção atingirem o presidente Michel Temer, Andrade pediu demissão em carta entregue ao chefe de Estado em Brasília.

Em entrevista à BandNews FM, ele disse que foi cortado 43% do orçamento, o que torna o ministério inviável.

Falando para a rádio Joven Pan, Andrade deu mais detalhes sobre o escanteamento do Ministério da Cultura, afirmando que o corte orçamentário incapacitou o Ministério.

Andrade é escritor, roteirista e cineasta.

Marta Suplicy já ocupou o Ministério da Cultura entre 2012 e 2014, no governo Dilma Rousseff, e era um dos dois principais nomes considerados pelo governo para a pasta. O outro é o do deputado André Amaral (PMDB-PB).

Antes da demissão de João Batista, o presidente já havia dito que iria resolver o impasse no Ministério da Cultura somente depois que ele voltasse da viagem oficial que fará para a Rússia, que vai acontecer na próxima semana, entre os dias 19 e 23 de junho. No curto comunicado, enviado nesta sexta (16/6), Andrade se coloca à disposição para ajudar na transição, mas informa não querer fazer mais parte do ministério.

Procurado, o Palácio do Planalto ainda não se manifestou sobre o pedido de demissão.

O governo do presidente Michel Temer (PMDB) sofreu mais uma baixa nesta sexta-feira (16). "Nosso objetivo é tirar o Temer", afirmou Zaratini. Em 2005, ele foi nomeado como secretário de Cultura do Estado de São Paulo.

A declaração foi interpretada pela oposição como a senha para que parlamentares tucanos possam embarcar no movimento pelas "diretas-já". O objetivo é buscar o apoio de deputados descontentes em partidos que integram a base de Temer.

Os tucanos foram pegos de surpresa com as declarações do ex-presidente.

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