Liga das Escolas de Samba do Rio suspende desfiles em 2018

Campeã do Carnaval junto com a Portela Mocidade é uma das escolas que ameaça não desfilar em 2018

Ainda nesta sexta-feira, Rubens Teixeira fez outro post e disse que "tendo em vista a possibilidade da liga das escolas de samba cancelar o desfile de carnaval de 2018, então não teria desfile". A reunião será marcada somente após Crivella retornar de uma viagem. Com a hotelaria amargando ocupações baixíssimas devido à crise econômica, aos efeitos dos escândalos na cidade e no Estado, que diminuíram os investimentos públicos em obras e negócios, e à falta de estratégia para o Turismo carioca e nacional, será que os hotéis resistirão a um carnaval sem desfiles? Não entregou a "chave da cidade" ao Rei Momo, tradição cumprida pelos prefeitos há décadas e não foi ao sambódromo durante os desfiles. Na imagem, divulgada no fim da noite desta quarta-feira, há frases com versos da música Não deixe o samba morrer em um fundo preto, simbolizando uma espécie de luto. A oposição, no entanto, acredita que suas decisões estão relacionadas com o "fundamentalismo religioso" do prefeito, que é bispo licenciado da Igreja Universal - vertente que condena a comunidade LGBT e o Carnaval.

Dirigentes se sentem traídos por Crivella, que contou com o apoio deles na campanha do ano passado, inclusive com pedidos de votos nas quadras, e alegam que a festa atraiu mais de 1 milhão de turistas este ano, e movimentou a economia em R$ 3 bilhões.

Na nota, a Liesa destaca os "benefícios econômicos, financeiros, de geração e renda".

O anúncio de Crivella é que, no próximo carnaval, serão destinados R$ 13 milhões para as Escolas do Grupo Especial, e não os R$ 26 milhões previstos. E o aumento substancial da arrecadação de impostos. "Dividir o Rio de Janeiro com evangelismo é covardia", afirmou Luiz Fernando do Carmo, o Laíla, da Beija Flor, para quem a decisão de Crivella tem motivações religiosas. "E vai continuar sendo o maior espetáculo do planeta". De acordo com a Riotur, o remanejamento de uma parte da verba destinada às escolas se deve às limitações orçamentárias do Executivo municipal.

A justificativa para a redução é a crise financeira, e a alegação do prefeito, Marcelo Crivella (PRB), de que o dinheiro seria investido em creches municipais - discurso que está sendo considerado demagógico por representantes das escolas. Esses 50% retirados dos recursos do Carnaval serão revertidos para a alimentação e material escolar das crianças. Atualmente, cerca de 15 mil alunos são atendidos em 158 unidades. A nova diária de R$ 20 deve começar a ser paga a partir de agosto.

Notícias relacionadas: