Trump admite que está sendo investigado por demitir ex-diretor do FBI

Robert Mueller conselheiro jurídico especial encarregado de investigar o caso Russiagate

Caça às bruxas", escreveu numa das várias publicações sobre o assunto, adiantando ainda que "após 7 meses de investigações & comités de audiências sobre o meu "conluio com os russos", ninguém conseguiu provar nada.

Em questão está a possibilidade, diz o New York Times, de Trump ter solicitado ajuda para que James Comey desse por terminada a investigação ao assessor da segurança nacional, Michael Flynn, precisamente por conta da proximidade aos russos e da sua influência nos resultados eleitorais. "Lindo", escreveu Trump no Twitter. "Inventaram uma história de ligações com a Rússia, não encontraram provas e por isso agora vão para obstrução à justiça". Comey disse que acredita que Trump o demitiu "por causa da invetigação da Rússia", e acusou a Casa Branca de mentir e difamá-lo.

O presidente tem muita coisa em jogo neste caso.

Esta investigação também abarcaria uma eventual conivência entre elementos ligados a Donald Trump e Moscou durante a vitoriosa campanha eleitoral do magnata republicano.

O Congresso americano parece determinado a não reduzir a pressão em relação à Rússia e manter o controle das medidas tomadas envolvendo Moscou.

"Por que os acordos com a Rússia da família de Hillary Clinton e dos democratas não estão sendo investigados, mas os meus 'não-acordos' sim?", se perguntou.

Segundo o "Post", Mueller está coletando depoimentos de altos funcionários de inteligência para esclarecer se Trump incorreu nesse delito. A informação foi dada pelo diário Washington Post, no início da semana.

O presidente nega qualquer conluio entre ele ou qualquer um de seus parentes e Rússia. Mark Corallo, um dos advogados de Donald Trump, atribuiu a fuga de informação a fontes do FBI.

Segundo o código dos Estados Unidos, que reúne o conjunto de leis federais do país, "qualquer pessoa que tente, de forma corrupta, (.) influenciar, travar ou impedir a boa administração da justiça será castigado".

Aparentemente, a mensagem tinha como alvo o vice-procurador-geral americano, Rod Rosenstein, que elaborou um relatório no qual recomendava a demissão de Comey a Trump e, posteriormente, foi nomeado para o conselho especial que investiga o presidente americano.

Embora seja improvável que a investigação conduzida por Mueller leve o presidente a enfrentar alguma acusação criminal, a obstrução da Justiça pode constituir a base de um processo de impeachment.

Notícias relacionadas: