Número de mortos em incêndio de edifício em Londres sobe para 12

Fogo em Londres: 2 crianças e 2 adultos portugueses hospitalizados

As últimas chamas no prédio Grenfell Tower foram apagadas apenas nesta quinta-feira (15/06), dia em que os londrinos amanhecerem em luto e indignação após a tragédia que deixou pelo menos 17 mortos. A Polícia Metropolitana havia confirmado seis mortos pela manhã e acredita que ainda haja mais vítimas. O edifício fica a 2,7 km da residência do príncipe Willian e da sua mulher, Kate Middleton. E a contagem deve aumentar, já que existem pessoas desaparecidas e internadas em hospitais da capital britânica.

Mesmo assim, há relatos de moradores desesperados se lançando ao ar com crianças para tentarem se salvar. Por volta de 5h (horário local), as chamas foram controladas, mas ainda era possível ver focos de incêndio em alguns andares mais altos.

As autoridades temem pelas dezenas de habitantes do edifício que permanecem desaparecidos.

A Secretaria de Estado das Comunidades continua a acompanhar a situação em Londres e não exclui a possibilidade de, até estarem identificadas todas as vítimas, surgir mais algum português afetado pelo incêndio. A comissária de Bombeiros Dany Cotton disse nunca ter visto incêndio tão grande nos 29 anos de sua carreira.

O organismo público KCTMO (Kensington & Chelsea Tennant Management Organisation), que administra o prédio, reconheceu em um comunicado "estar ciente das preocupações de longa data dos moradores".

Os responsáveis pela obra divulgaram um comunicado que afirmam que todos os padrões de segurança foram seguidos rigidamente. Vários quarteirões estão interditados, inclusive uma estação de metrô.

"Bombeiros equipados com aparelhos de respiração trabalharam em condições extremas, realmente muito difíceis, para combater as chamas", disse o comandante Dan Daly, da London Fire Brigade.

O escritor e ator britânico Tim Downie, que mora na região, relatou cenas de horror à France Presse (AFP). "É uma questão de tempo até que desabe", disse.

Jody Martin disse à BBC que conseguiu chegar ao segundo andar, onde uma fumaça sufocante dominava o ambiente. O oficial dos bombeiros que esteve presente na conferência de imprensa disse ainda que a visita aos últimos andares "foi breve por razões de segurança": "Neste momento não estamos a enviar ninguém para os últimos andares porque essas zonas não são estruturalmente seguras". As fotos mostram Adele emocionada ao confortar as pessoas que homenageavam seus entes que morreram no acidente ou que estão feridos.

Dez portugueses residiam em três apartamentos do prédio que ardeu. "Eu gritava para que descessem e eles diziam que não conseguiam sair de seus apartamentos porque a fumaça era muito intensa nos corredores", acrescentou.

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