Greve de professores com serviços mínimos - Sindicatos

FNE promete acatar decisão mas discorda dos serviços mínimos

"O Ministério da Educação foi notificado da decisão do Colégio Arbitral que fixa os serviços mínimos para a realização das provas e exames marcados para o dia 21 de junho".

Os docentes marcaram esta paralisação para um dia de exames nacionais e provas de aferição. Nas salas de exame têm de estar dois professores vigilantes, que não podem ser da disciplina que está a ser avaliada.

"Os docentes portugueses que não forem chamados para assegurar os serviços mínimos estarão em greve em relação a todo o restante serviço docente, atividades letivas e não letivas que lhes estiverem distribuídas para esse dia", salienta o comunicado, no qual se acrescenta que "a determinação de serviços mínimos no dia da greve não diminui as razões da enorme insatisfação dos professores". Mas esta é a primeira vez que os serviços mínimos são decretados para o setor da educação. "Apesar da decisão do colégio arbitral, esperamos que da parte do Ministério da Educação haja vontade de evitar a realização da greve", disse ainda. O secretário-geral Mário Nogueira tem dito que espera "uma grande greve" e que, até à data, ainda não foram convocados para novas negociações com o Governo, embora o primeiro-ministro tenha dito recentemente num debate na Assembleia da República ter "esperança" de que a greve fosse desconvocada. Nesta sexta-feira, o ME indicou que "sempre esteve, e estará, aberto ao diálogo com as estruturas sindicais".

A Fenprof recebeu já, ao início da tarde, um contacto por parte de "um responsável do Ministério da Educação" a referir que será enviado um documento à estrutura sindical em que constam "as conclusões retiradas" pelo ministro Tiago Brandão Rodrigues no final da reunião de 6 de junho, informou Mário Nogueira.

"A existência de um documento escrito, com as conclusões da reunião do dia 6 de junho, ficou acordada nessa mesma reunião, pelo que este facto não constitui uma novidade", retorquiu o ME, que voltou a reiterar que "tem estado em diálogo com as estruturas sindicais". A inclusão nesta lista foi decidida pelo Governo PSD/CDS na sequência da greve dos professores ao exame de Português do 12.º ano, realizada em Junho de 2013.

Para minimizar os impactos da greve o Tribunal Arbitral decretou os serviços mínimos.

Entretanto, o Ministério da Educação veio garantir que a normalidade dos exames está assegurada.

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