Fitch melhora perspetiva da dívida pública portuguesa de estável para positiva

Fitch melhora perspetiva da dívida portuguesa

Em comunicado, o Ministério das Finanças, confirma que "a perspetiva de rating da República Portuguesa foi hoje alterada para positiva pela agência Fitch".

A decisão da Fitch não terá sido uma surpresa para o ministro das Finanças.

Por outro lado, o potencial de crescimento do PIB, calculado em 1,5%, menor do que países comparáveis, reflete o elevado endividamento do setor privado (estimado em 217% do PIB em março último) e a fragilidade do setor bancário, o que condiciona o investimento, além de uma demografia fraca. A notícia foi, inicialmente, avançada pelo Expresso, citando "fonte segura" que adiantou uma informação que deveria estar vedada até ao momento da divulgação simultânea pela Fitch aos mercados. A decisão da Fitch baseia-se em avaliações e é conhecida no dia em que os 28 ministros europeus das Finanças retiraram Portugal do PDE.

Em relação ao crescimento económico nacional, a expetativa da Fitch é o PIB cresça 2% em 2017, face aos 1,4% registados no ano passado. E em Outubro segue-se uma nova ponderação da DBRS, que também aponta para uma perspectiva estável. A Fitch voltará a avaliar a dívida nacional a 15 de dezembro, altura em que elevar Portugal ao nível de investimento.

Entre os aspetos que sustentam a decisão favorável da Ftch está o facto de o défice público ter sido reduzido para 2% em 2016, depois de um desequilíbrio de 4,4% no ano anterior, o que permitiu a saída de Portugal do Procedimento dos Défices Excessivos (PDE) concretizado nesta sexta-feira. Terá, segundo as regras europeias, de assegurar uma redução do défice estrutural em 0,6 pontos percentuais ao ano e uma diminuição da dívida pública a um ritmo equivalente a uma vigésima parte da diferença entre o valor da dívida e os 60% do PIB. Mas, depois, vieram avisos: "Hoje é o dia para celebrar. Amanhã é o dia para continuar o trabalho árduo".

Sobre o rácio da da dívida pública face ao PIB, atualmente em 130,4%, a Fitch sublinha que está bastante acima da média da categoria 'BB' (51%) e da média da zona euro (90%). O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, disse-o por outras palavras, ao avisar que o país não pode "adormecer à sombra da bananeira, considerar que está adquirido o que demorou cinco anos e meio a obter". Aos jornalistas, Centeno reafirmou que Portugal está focado "naquilo que é importante".

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