Importância de doar sangue nessa época do ano — Junho Vermelho

Vereador Filipe Martins visita Hemocentro

Dia 14 de junho é celebrado o Dia Mundial do Doador de Sangue.

A Fundação Hemocentro de Brasília foi palco, nesta quarta-feira (14), do lançamento da Campanha Nacional de Doação de Sangue.

Apenas 1,8% da população brasileira doa sangue, indicam dados do Ministério da Saúde. Nesse mesmo endereço, é possível, realizar o agendamento online da doação de sangue. A data foi escolhida para aumentar a conscientização quanto à necessidade da doação e também para agradecer aos doadores.

Novo relatório mostra que, embora o percentual de doadores voluntários de sangue tenha crescido de 38,5% para 44,1% entre 2013 e 2015 na América Latina e no Caribe, ainda está longe de atingir o nível de 100% recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para garantir um suprimento de sangue suficiente e seguro para as transfusões. O Hemocentro pode receber até 400 doadores por dia.

A representante do Hemosul, Mayra Franceschi reforça os critérios para doação de sangue.

As campanhas para captação de um maior número de doadores são essenciais nos períodos de maior demanda transfusional e nos períodos em que há menor número de doadores, como nas férias e nos feriados. O estoque de quatro tipos de sangue, de um total de oito, está em estado de alerta ou crítico.

O perfil dos doadores de sangue se mantém estável no País ao longo dos últimos anos.

"É muito gratificante saber que você tem um pouquinho de você na vida de outra pessoa, e qualquer um de nós pode ser um usuário de sangue um dia". Jovens de 16 e 17 anos devem estar acompanhados de um responsável legal.

Para doar sangue é preciso ter entre 16 e 69 anos de idade, sendo que a primeira doação deve ser feita obrigatoriamente até os 60 anos. A maioria já passou por uma situação ou tem alguém da família que precisou da doação de sangue para a sobrevivência.

Todo o processo de doação leva, em média, 50 minutos e não traz riscos para a saúde. O intervalo mínimo deve ser de dois meses para os homens e de três meses para as mulheres. Ele ajuda pacientes que sofrem de doenças crônicas graves, como a doença falciforme e a talassemia, além de servir de apoio para procedimentos médicos e cirúrgicos complexos. Em território nacional não existe doação remunerada. Honduras, El Salvador e República Dominicana são exemplos de parceiros em projetos para o fortalecimento da doação voluntária de sangue.

Em 2016, o Ministério da Saúde, investiu mais de R$ 1 bilhão na rede de sangue e hemoderivados (hemorrede). Os recursos foram revertidos na modernização das unidades e qualificação de profissionais e distribuição de medicamentos. A importância da doação regular também se dá tendo em vista que os hemocomponentes doados possuem prazo de validade.

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