Vendas do varejo sobem 1,0% em abril, aponta IBGE

Vendas no comércio varejista de SC em abril registram a maior alta do país

Comércio vazio reflete recessão. A gangorra persiste, mas dessa vez o resultado foi melhor que o esperado. "O que impulsionou (a alta em abril) foi o crescimento da indústria e o setor de transportes", disse Roberto Saldanha, analista da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE, ressaltando que o setor de serviços depende da demanda empresarial, especialmente da indústria. Foi a primeira alta nessa base de comparação após 24 meses seguidos de queda.

Também com crescimento importante para o desempenho geral do setor, as atividades de tecidos, vestuário e calçados cresceram 3,5% e equipamentos e material para escritório, informática e comunicação avançaram 10,2%. O indicador acumulado nos últimos doze meses recuou 4,6%, a menor taxa desde janeiro de 2016, quando caiu 5,3%.

Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. Na comparação com março, a Bahia (-5,3%) teve a terceira maior queda dentre os 12 estados em que a atividade turística é pesquisada, com um resultado melhor apenas que os de Minas Gerais (-5,5%) e Espírito Santo (-12,6%). No acumulado em 12 meses, o setor no estado repete o resultado de março (-7,6%), frente a uma queda média de 5,0% no país. O crescimento de abril ocorreu depois de dois meses consecutivos de queda, período em que acumulou retração de 1,6%.

Garrafa de petróleo Foto: Chris Ratcliffe / BloombergCombustíveis e lubrificantesAs vendas de combustíveis e lubrificantes recuam desde janeiro de 2015: são 28 taxas negativas seguidas, se considerada a comparação anual. Em 2016, a queda foi de 2,1%. Nos quatro primeiros meses do ano, os resultados acumulados registraram as quedas mais significativas para os segmentos de outros serviços, com -11,3% e serviços profissionais, administrativos e complementares, com -9,9%. A retração nos quatro primeiros meses foi menos intensa, de 8,8%. O registro é o mais alto para o mês desde 2006, quando o índice avançou 1,1%. Esses setores, ao apresentarem aumento de 0,9% nas vendas, exerceram a principal influência no setor. O segundo trimestre, que deve ser mais difícil para a economia, começou positivo para o comércio.

Em abril, as atividades de serviços ligadas ao turismo também voltaram a cair, após os resultados positivos de março, tanto em relação ao mês imediatamente anterior (-5,3%) quanto frente a abril de 2016 (-0,8%). "Embora seja um resultado positivo, ele não está disseminado entre as atividades", disse. A segunda maior alta veio de tecidos, vestuário e calçados, com 10,8%, seguida por outros artigos de uso pessoal e doméstico, com 3,4%.

Na série do instituto, iniciada em 2012, o nível de atividade que o setor atingiu em abril só não é pior que o de março, o que indica que essa atividade está atravessando o pior momento da série histórica.

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