Obesidade em menores de 20 anos quase triplicou em Portugal

Número de pessoas obesas dobrou em mais de 70 países desde 1980 diz estudo

Foram avaliados dados de 195 países e territórios entre os anos de 1980 e 2015, com base na pesquisa Global Burden of Disease.

Em relação à população adulta, as estatísticas analisadas indicam que a obesidade afeta mais adultos do sexo feminino do que do sexo masculino (22% e 17%, respetivamente), disse à Lusa o especialista do Centro de Biotecnologia e Química Fina da Escola Superior de Biotecnologia da Universidade Católica.

Isso inclui aproximadamente 108 milhões de crianças e mais de 600 milhões de adultos que têm um IMC maior do que 30 e são, portanto, considerados clinicamente obesos.

Acredita-se que 2,2 bilhões de pessoas - 30% da população mundial - eram obesas ou tinham sobrepeso em 2015. O estudo viu que, das mortes de 2015, 60% estão, de fato, ligadas à obesidade; os outros 40% aconteceram em pessoas com sobrepeso (IMC entre 25 e 29), que não são obesas, mas também não estão no shape adequado.

Pessoas que não são obesas podem correr riscos de morte por doenças relacionadas ao excesso de peso, aponta um novo estudo.

Este estudo sobre a obesidade e o excesso de peso foi publicado recentemente na revista científica 'The New England Journal of Medicine'.

"Aquelas resoluções mais ou menos sérias de Ano Novo para perder peso devem se tornar compromissos para todo o ano", aconselha. Entre os adultos, o Egito está no topo da lista, com prevalência de 35%.

Os Estados Unidos têm o maior nível de obesidade entre adultos e crianças (13% da população).

Estudo indica que a taxa de obesidade passou dos 3% para os 8%.

A China e a Índia tiveram o maior número de crianças obesas - 15,3 e 14,4 milhões, respectivamente.

"O problema não está relacionado exclusivamente à renda ou riqueza", diz o estudo.

As menores taxas de obesidade estão em Bangladesh e no Vietnã. Apenas 1% da população desses países é obesa.

-O excesso de peso corporal é um dos mais desafiadores problemas de saúde do nosso tempo, afetando quase uma em cada três pessoas - disse Ashkan Afshin, coautor da pesquisa e professor assistente na Universidade de Washington.

Os autores destacam a necessidade de uma intervenção para reduzir a prevalência de um alto IMC e suas consequências.

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