Acordo com indústria reduz 17 mil toneladas de sal dos alimentos

Para pães de forma meta é que teor máximo caia para 400 mg a cada 100 gramas do produto

O governo também anunciou um novo acordo com a indústria, que deverá retirar a mesma meta de 28,5 mil toneladas de sódio de novos alimentos. Parece muito? Mas a ideia é que até 2020 mais 11,3 mil toneladas não façam mais parte da fabricação dos alimentos, resultando num total de 28,5 mil toneladas de sal a menos desde que o tratado foi feito. Em 2011, quatro fatias de pão por dia representavam 40% da quantidade de sódio diária (796 mg).

Além da proibição dos refis, a ser trabalhada com os estabelecimentos comerciais, o governo propôs melhorias na rotulagem dos alimentos, com alertas para o teor de sódio e açúcar e um dosador de sal para controlar a quantidade do tempero a ser servida.

A redução feita até agora pela indústria é o equivalente a 4.313 caminhões de 10 toneladas carregados com sal, o que preencheria mais de 60 quilômetros de estrada. "A parceria com a indústria é essencial para permitir uma redução de sódio na composição dos alimentos", ressalta a coordenadora-geral de alimentação e nutrição do Ministério da Saúde, Michele Lessa.

Também avança a discussão para redução de açúcar nos alimentos industrializados.

O maior percentual de redução foi observados nas sopas, que reduziram, em média, 65,15% de sódio por cada 100g de produto.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Biscoitos, Massas Alimentícias e Pães e Bolos Industrializados, Cláudio Zanão, disse que o esforço será mudar a reformulação dos produtos, sem alterá-lo. "Neste período já tivemos um grande avanço". Na manhã desta 3ª feira (13.jun.2017), o ministério lançou a plataforma Saúde Brasil.

Estudos indicam que o brasileiro usa sal em excesso e não se dá conta de ter esse comportamento de risco.

Uma das medidas que poderá abalar muita gente, caso ela se efetive, é a que prevê a proibição do refil de refrigerante, muito comum em restaurantes e redes de fast food nos últimos anos. Alguns exemplos das doenças adquiridas por esses maus hábitos são: a diabetes, a hipertensão, o infarto e o AVC, que sobrecarregam o sistema de saúde.

Este não é o primeiro acordo para a promoção de ações para uma alimentação mais saudável. A pasta também participa da portaria de Diretrizes de Promoção da Alimentação Adequada e Saudável nos Serviço Público Federal, que orienta formas da alimentação adequada e saudável nos ambientes de trabalho do serviço público federal. Segundo Barros, a pasta negocia com representantes do setor um acordo para o fim dessa prática, que, na avaliação do ministério, tem se expandido de forma perigosa no País.

O ministro da Saúde, Ricardo Barros, afirma que está acompanhando o esforço da indústria. Dados do Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde mostra uma redução anual de 2,6% da mortalidade prematura por doenças crônicas entre adultos (30 a 69 anos).

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