Homem acusado de blasfémia no Facebook condenado à morte — Paquistão

REUTERS

Um homem foi condenado à morte, no Paquistão, após comentários no Facebook sobre Maomé. As informações são do portal de notícias paquistanês Dawn.

Taimoor Raza poderá agora recorrer da sentença para o Supremo Tribunal de Lahore, e se esta instância não lhe der razão apelar ainda para o Supremo Tribunal do Paquistão. O irmão de Raza afirma ao jornal The Guardian que ele se envolveu em um debate no Facebook de um usuário, que mais tarde revelou ser funcionário do departamento antiterrorismo paquistanês. "É a primeira vez que um caso de pena de morte envolve as redes sociais".

Além disso, o advogado de defesa de Raza contou que as acusações iniciais eram limitadas a insultos mais brandos, que trazem uma pena máxima de 2 anos de prisão.

O Ministério Público explicou que o tribunal concluiu que Taimoor Raza usou o Facebook e WhatsApp para "disseminar" ou "receber" conteúdo sobre ódio, incluindo "imagens e comentários ofensivos" contra o Profeta Mohammad e seus companheiros.

"Estamos profundamente entristecidos e preocupados com a sentença de morte servida no Paquistão para uma publicação no Facebook. Continuaremos a proteger nossa comunidade de uma intervenção governamental desnecessária ou excessiva", disse o Facebook através de nota.

A Amnistia Internacional publicou recentemente um artigo sobre as leis relativas à blasfémia no Paquistão.

Já o procurador assegura que o réu foi detido depois de ter difundido um discurso de ódio e de ter blasfemado o profeta e as suas mulheres, usando o seu telefone enquanto esperava numa paragem de autocarro. Segundo um relatório da Al Jazeera, desde 1990, foram registradas no Paquistão 68 mortes relacionadas a alegações de blasfêmia.

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