Tusk pede esforço para evitar ausência de acordo sobre o Brexit

150 segundos para perceber o que aconteceu ao Reino Unido

A primeira-ministra britânica, Theresa May, ficou com sua principal equipe de ministros neste domingo (11), renunciando ao que se tornou uma tradicional remodelação pós-eleições, em um sinal da diminuição de sua autoridade dias antes do início das negociações para a saída do Reino Unido da União Europeia. "Eles têm os seus próprios interesses, por isso é importante que tenhamos a opção (de saída sem acordo) em aberto". A questão comercial e o destino dos três milhões de europeus que vivem em um Reino Unido ansioso por limitar a imigração são as grandes questões que se perfilam no horizonte.

Essa linha do tempo parece ainda mais ambiciosa agora do que antes, até porque o desastre eleitoral de May encorajou aqueles dentro de seu próprio partido que são contra sua abordagem de "Brexit rigoroso" para deixar o mercado comum europeu e união aduaneira europeia.

A Irlanda do Norte também votou a favor de continuar na UE e a volta dos controles de fronteira à República da Irlanda, Estado-membro, ameaça empobrecer a economia da província, levantar de novo um muro com o vizinho do sul e ressuscitar o fantasma do conflito entre católicos republicanos leais a Dublin e protestantes leais a Londres.

Gove, que foi destituído por May do ministério da Justiça quando ela chegou ao poder em julho, retorna ao Executivo em uma tentativa de evitar um golpe contra a líder do Partido Conservador, de acordo com o jornal Daily Telegraph. A medida em que o grupo Estado Islâmico perde terreno na Síria e no Iraque, mais jihadistas britânicos regressam ao país, aumentando a pressão sobre as forças de segurança.

Espera-se que a inflação de 2017 seja de 3%, combinada com um débil crescimento salarial que se traduz em menos dinheiro no bolso dos eleitores.

Uma pesquisa realizada pelo Institute of Directors durante o fim-de-semana mostra que mais de metade dos empresários (57%) está pessimista quanto às perspectivas da economia britânica no próximo ano, um valor mais elevado do que o apurado (43%) na sequência do referendo sobre o Brexit, que deu vitória à saída do Reino Unido da União Europeia.

Na União Europeia existe inquietação sobre um eventual atraso do início formal, previsto para 19 de junho, em consequência do resultado das eleições britânicas. O ministro das Finanças prevê uma expansão de 1,7% em 2017, e de 1,4% em 2018, o que supõe uma desaceleração em relação à alta de 1,8% em 2016.

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