Inflação oficial tem o menor resultado para maio em 10 anos

Inflação deve cair com redução de preços de combustíveis

A inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços da Construção Civil) subiu 0,30% em maio, o dobro da taxa registrada no mês anterior. A alta foi de 0,31%, a menor para o mês desde 2007. No acumulado do ano (de janeiro a maio), a inflação soma 1,42% - muito inferior aos 4,05% registrados em 2016. Em abril, o IPCA marcou apenas 0,14%. Em abril, a energia elétrica puxou o IPCA para baixo, por causa da devolução, nas contas de luz, de cobrança indevida referente ao custo da energia da usina nuclear Angra 3, ainda em construção. Responsável pela significativa parcela de 3,3% da despesa das famílias, a energia elétrica foi responsável pela alta do IPCA de 0,14% para 0,31%. Também ajudou a segurar alta maior os preços das frutas, com queda de 6,55% em maio.

O IPCA é calculado referindo-se às famílias com rendimento de um (R$ 937) a 40 salários mínimos (R$ 37.480) e abrange 10 regiões metropolitanos do país, além de Campo Grande, Goiânia e Vitória. O mercado ainda vê chance maior de um corte de 0,75 ponto percentual na próxima reunião do Copom, marcada para o fim de julho, mas as apostas em redução ainda menor, de 0,50 ponto percentual, diminuíram, e alguns analistas consideram que o BC pode até manter o ritmo de corte de um ponto percentual - sinalização vigente até a incerteza voltar a pairar sobre a economia após a delação da JBS.

O recuo de preços mais forte foi registrado por Transportes, de 0,42 por cento depois de variação negativa de 0,06 por cento em abril, com a queda de 11,81 por cento nas passagens aéreas. Os remédios (0,82%), do grupo Saúde e Cuidados Pessoais (0,62%), refletiram parte do reajuste anual variando entre 1,36% e 4,76%, conforme o tipo. É também o menor acumulado para os cinco primeiros meses do ano desde 1,41% de igual período em 2000.

Com o aumento no preço da energia, o grupo Habitação teve alta de 2,14% no mês, também influenciada por aumentos de tarifas de água e esgoto (0,50%) e de condomínio (0,75%).

Também influencia a queda do IGP-M na 1ª prévia de junho, a -0,51%, ante -0,89% na 1ª prévia de maio.

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