Estado Islâmico reivindica autoria de duplo ataque no Irã

Atirador aparece em vídeo no Parlamento do Ir

Pelo menos 12 pessoas morreram hoje em dois ataques do grupo extremista Estado Islâmico contra o parlamento iraniano e o mausoléu do imã Khomeni em Teerão, declarou o chefe dos serviços de emergência, citado pelos media.

A TV estatal iraniana fala em sete mortos, mas não se sabe se, entre essas vítimas, estariam também os agressores. As forças de segurança atiraram e o homem retornou para o edifício. No site da sua agência de notícias Amaq, o grupo terrorista publicou inclusivamente um vídeo que mostra um dos atacantes dentro do edifício do Parlamento e uma vítima caída no chão.

Um parlamentar afirmou à emissora Irib que a invasão ao Parlamento foi realizada por ao menos quatro atiradores, armados com fuzis e uma pistola. Dois suicidas ligados ao grupo Estado Islâmico (EI) explodiram bombas no mausoléu do aiatolá Khomeini e no Parlamento iraniano, que foi tomado em sequestro. Os terroristas, que estavam vestidos com roupas femininas, dispararam contra os seguranças e um deles detonou um colete com explosivos. É um golpe contra Rohani.

O ataque começou quando quatro pessoas invadiram a sede do Parlamento, no centro da cidade, e uma delas detonou uma carga explosiva presa ao corpo.

Calcula-se que pelo menos oito terroristas participaram dos ataques, sendo que alguns se mataram, outros foram mortos pela polícia e outros acabaram detidos.

A Rússia, aliada do Irã no Oriente Médio, condenou os ataques e pediu uma "coordenação na luta antiterrorista".

Já no mausoléu do Aiatolá Khomeini, a cerca de 25 km ao sul do parlamento, um atirador disparou contra várias pessoas. "A Síria adverte aos países que estão por trás de tais ações das consequências de continuar financiando e armando as organizações terroristas e da expansão do extremismo e da ideologia 'takfiri' (muçulmano radical) pelo envolvimento na segurança da região e do mundo", disse o Ministério de Assuntos Exteriores do país.

Rouhani manteve o poder na eleição presidencial, com uma vitória avassaladora sobre candidatos apoiados pelo clero linha dura e pela Guarda Revolucionária do Irã, a força de segurança mais importante do país, que é responsável por garantir a segurança nacional.

Notícias relacionadas: