Relatório internacional: Portugal é o terceiro país mais pacífico do mundo

Rafael Marchante  Reuters

Pelo quinto ano consecutivo, a Síria foi considerada o país menos pacífico do mundo.

A Islândia ocupa o primeiro lugar da lista, seguida pela Nova Zelândia e Portugal, que substituíram a Dinamarca e a Áustria.

O Índice Global da Paz (Global Peace Index, GPI) é um ranking criado em 2007 pela revista The Economist, em parceria com a Universidade de Sidney (Austrália), a Universidade de Londres, a Universidade de Upsala e o Instituto Internacional de Pesquisas pela Paz de Estocolmo (estes dois últimos na Suécia).

O mesmo índice concluiu que, em termos gerais, o nível de paz melhorou em 93 dos países estudados e piorou em 63.

A 11ª edição do index, publicado pela organização internacional Institute for Economics and Peace (IEP), captura o impacto da polarização politica nos Estados Unidos proveniente das Eleições Presidenciais divisoras de 2016. Para a avaliação foram tidos em conta 23 indicadores, incluindo níveis de militarização, insegurança, violência doméstica e instabilidade política. A melhoria foi impulsionada sobretudo por níveis mais baixos de terror patrocinado pelo estado - execuções extrajudiciais e tortura - e a retirada prévia de forças militares do Afeganistão.

De acordo com os dados divulgados, Portugal passa diretamente do 5.º lugar do ano passado para a 3.ª posição na lista dos países mais pacíficos do mundo. Apesar das melhorias no Canadá, a intensidade de crescimento de conflito interno, o aumento do terrorismo e perceções mais elevadas de criminalidade levou os Estados Unidos a cair 22 lugares para 114º, o que fez com que a América do Norte registasse a maior queda de qualquer região.

Steve Killelea, fundador e presidente-executivo da IEP, considera que "as condições subjacentes ao aumento da desigualdade, o aumento da corrupção e a menor liberdade de imprensa contribuíram para este declínio dos EUA, resultando também na diminuição global da paz na América do Norte".

Apesar do número global de mortes provocadas por atos de terrorismo ter decrescido 10% entre 2014 e 2015, p número de países com pessoas atingidas mortalmente vítimas de atentados disparou para um pico histórico de 23.

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