Estado Islâmico reivindica ataque contra coptas no Egipto

Comunidade copta do Egito é a primeira cristã do Oriente Médio

Os cristãos voltaram a ser alvo de violência no Egito, onde pelo menos 28 pessoas, incluindo muitas crianças, morreram nesta sexta-feira em um ataque de homens armados e encapuzados contra o ônibus que os levava a um mosteiro copta.

A Amaq, a agência de propaganda do EI, divulgou que "um dos destacamento de segurança do EI perpetrou um ataque ontem [sexta-feira] em Minya, contra um autocarro que transportava coptas", disse EI.

O último balanço de mortos no ataque é de 29 mortos e 24 feridos - dos quais 13 continuam hospitalizados -, de acordo com o escritório do primeiro-ministro egípcio Chérif Ismaïl.

Um porta-voz do Majless Muyahidin Derna, grupo que ocupa a cidade, declarou nas redes sociais que apenas locais civis foram atingidos nos bombardeios.

Os cristãos coptas, que representam cerca de 10 por cento da população egípcia (92 milhões), foram alvo de uma série de ataques mortais nos últimos meses.

O anúncio foi feito numa intervenção transmitida pela televisão pública e al-Sisi garantiu na ocasião que o seu país "não vacilará em atacar campos de treino de terroristas", no Egito ou no estrangeiro.

Aviões da Força Aérea do Egito realizaram ataques aéreos direcionados contra acampamentos na Líbia. O atentado ocorreu no dia em que se assinala o início do Ramadão.

Os cristãos egípcios, também conhecidos como cristãos coptas, são alvo de uma campanha de facções terroristas, que os consideram "infiéis".

Donald Trump, condenou hoje o ataque contra cristãos coptas no Egipto e apelou à proteção destas comunidades no Médio Oriente.

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