Lula rebate novas acusações em processo do tríplex

Duque ex-diretor da Petrobras à Lava-Jato

Nesta terça-feira (23), a defesa do ex-diretor de Serviços da Petrobras, Renato Duque, protocolou uma petição na qual cita provas de três encontros com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Segundo Renato Duque, o dinheiro de propina da Sete Brasil teria abastecido contas do PT, de José Dirceu e de Lula.

No dia 5 deste mês, em depoimento a Moro, Duque garantiu que o ex-presidente Lula "tinha pleno conhecimento de tudo". "Acabou.", alegou o ex-presidente. Os papéis apresentados por Duque, que busca destravar sua delação, nada provam. Lula confirmou o encontro e disse que pediu a João Vaccari Neto que marcasse a reunião.

No documento, os advogados de Duque apresentam uma foto de um dos encontros entre Lula e Duque. O ex-diretor teria, inclusive, viajado para São Paulo no voo JJ3944 -CGH-SDU e retornou no voo SDU-CGH.

"Eu não tenho ideia, doutor". Sei que foi num hangar lá em Congonhas, e a pergunta que eu fiz para o Duque foi simples: tem matéria nos jornais, tem denúncia de que você tem dinheiro no exterior, de que está pegando da Petrobras. Você tem conta no exterior? "Não provam que Lula é dono do tríplex, não provam que ele recebeu alguma vantagem indevida proveniente de contratos da Petrobras, enfim, não provam nenhuma das acusações feitas pelo MPF na ação", diz o advogado Cristiano Zanin Martins.

Tratava-se de uma reportagem sobre uma viagem oferecida pela SBM Offshore, suspeita de pagar propina a funcionários da Petrobras em troca de contratos.

Sobre as contas de Duque, a primeira informação sobre isso sairia no período em que ele foi preso: novembro de 2014.

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