Cai número de casos suspeitos de zika, dengue e chikungunya em 2017

Cai número de casos suspeitos de zika, dengue e chikungunya em 2017

Dados divulgados pelo Ministério da Saúde mostram que o número de casos de dengue, zika e chikungunya no Brasil caiu 89% este ano. A doença é transmitida pelo Aedes aegypti, mesmo mosquito transmissor da dengue e zika.

Em 2016 houve um número muito alto de casos de doenças transmitidas por mosquitos: foi o segundo ano com maior número de dengue desde o início dos registros, em 1990, perdendo só para 2015.

Até o dia 15 de abril, foram registrados também 7.911 possíveis casos de zika vírus em todo o País, redução de aproximadamente 80% na comparação com o ano passado, quando houve 170.535 casos prováveis no mesmo período.

As ocorrências que saíram de 1.180.472 casos prováveis, em 2016, para 113.381 notificações neste ano, uma redução de 90,3%. O número de mortes decorrentes da doença também foi menor, passando de 507, em 2016, para 17, em 2017, uma queda de 96,6%.

A maior queda foi no registro de casos de zika: foram 95,3% a menos do que em 2016. No ano passado, oito pessoas morreram.

Já as infeções por febre chikungunya somaram 43.010 casos em 2017, menos 69% relativamente aos 135.030 registos oficiais de 2016. Além disso, este ano teve 9 mortes confirmadas pela doença.

- São boas estimativas, mas isso não quer dizer que não há riscos.

A incidência de casos de dengue na população também caiu. De acordo com Levantamento Rápido do Índice de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa) mais recente, divulgado em março de 2017 e realizado em 150 municípios, atualmente 58 cidades estão em situação de risco para ocorrência de surto, 68 estão em situação de alerta e 24 com baixo risco para ocorrência de surtos. Talvez haja mudanças na capacidade de transmissão.

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